terça-feira, 17 de agosto de 2010

Das minhas linhas tortas e das tuas melodias.

Era noite, uma da madrugada, e a gente falando sobre essa mania que a gente têm de tenta usar os dedos como saída de emergência, e os braços como estrada. A mania incessante da espera de que, talvez, assim, com sentimentos traduzidos em palavras a gente consiga esvaziar um pouco o peito. Esperando que as palavras usem nossos braços como estrada pra sairem pela saída de emergência o mais rápido possível. Só pro coração esvaziar só mais um pouquinho, só pra ele fica um pouco mais levinho, só pra ver se assim, ele bate melhor. Só pra ver se assim, ele perde a sensação de estar a maioria do tempo intupido de sentimentos ou só a sensação de estar apertado mesmo.

Minha estrada vem falhando. E a tua?

Tenho uma pilha de textos pra ninguém ler. E eu queria escutar tuas melódias. Aham, queria.

Despejo palavras. Com essa exata busca que acabo de descrever-lhes. E, sim, após cada linha escrita consigo fechar melhor meus olhos, e meu coração bate melhor. Mesmo que esses textos com palavras sem significados exatos não saiam do meu caderno, ou da minha pasta, ou só da minha cabeça enquanto dura meu banho.

Despeja tuas melodias. Teus refrões e linhas. Porque isso encanta. Porque melodia é mais convidativa do que um punhado de adjetivos bonitos. Porque, daí, a gente canta. Daí, a gente aumenta o volume. Daí, tu pega o violão e mostra a tua dor pra mim que eu te ajudo a sofrer mais um pouquinho.

Me ensina a canta tua dor, que daí eu te do a minha pra ti coloca melodia.

Topa?